terça-feira, 8 de dezembro de 2009

HOMENAGEM DE ESCOLA DE SAMBA PAULISTA A SÃO LUÍS SERÁ DESTAQUE NA TV GLOBO

A homenagem da Escola de Samba Acadêmicos do Tucuruvi à cidade de São Luís já está dando frutos para o turismo local. Jornalistas da TV Globo de São Paulo, núcleo de carnaval, estiveram na cidade para entender a razão da Capital Brasileira da Cultura 2009 estar na passarela paulista em 2010.
Os repórteres Fernando Rocha e Everton Monberg (cinematográfico) passaram o fim de semana na capital e vislumbraram um pouco da cultura, arquitetura, belezas naturais e outros atrativos da ilha. Segundo o secretário municipal de Turismo, Liviomar Macatrão, reportagens deste tipo só vêm consolidar a força da escola e a repercussão da cidade em São Paulo.
“São Paulo é a terceira maior cidade em número de visitantes em São Luís, segundo nossas pesquisas. Então, acreditar na divulgação, espontânea ou não, é retorno certo”, disse Macatrão, lembrando que o desfile será uma espécie de comercial dos atrativos turísticos da capital.
“A escola tenta destacar o máximo dos atrativos turísticos com o samba-enredo São Luís: Um Universo de Encantos e Magias. Nas 23 alas, a agremiação falará de cultura, praias, produtos regionais, culinária, história. Agradecemos aos carnavalescos, principalmente ao Wagner Santos, que é maranhense e deu esta sugestão aos dirigentes da Tucuruvi”, finalizou.
Na passarela paulista, na sexta-feira, 12 de fevereiro, será mostrado um pouco da história de São Luís, espalhada entre os cinco carros alegóricos, com os temas Ritmos e Cultos Africanos; Festa de São João; São Luís Patrimônio Cultural da Humanidade; Lendas de São Luís do Maranhão; Jamaica Brasileira.
Para escutar e baixar o samba da Tucuruví, siga o link abaixo:

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O FUTEBOL CARIOCA EM SEU DEVIDO LUGAR

2009 foi um ano de sofrimentos e glórias para os quatro grandes clubes cariocas dentro do cenário do Campeonato Brasileiro que já começou com a ausência do Vasco, rebaixado no ano passado para a segunda divisão.
Sem nenhum complexo de inferioridade o Vasco não se fez de rogado e cumpriu seu papel de maneira exemplar. Foi campeão da segundona garantindo o seu retorno à elite do futebol brasileiro no ano que vem.
Os outros três representantes cariocas que disputaram a primeira divisão, tiveram momentos distintos, mas a exemplo do Vasco, também encheram suas torcidas de orgulho e satisfação. Nos acréscimos, o Flamengo papou um título que parecia ter-lhe fugido na antepenúltima rodada ao empatar com o Goiás no Maracanã. Mesmo lá na outra ponta da tabela de classificação, Botafogo e Fluminense, também no apagar das luzes, conseguiram escapar do rebaixamento e se mantiveram no primeiro escalão do Brasileirão.
Os problemas enfrentados pelos clubes cariocas não é diferente dos de demais clubes brasileiros. São anos e anos de más administrações, de roubos, de depredações patrimoniais, de diretores voltados aos próprios interesses, muitas vezes políticos mesmo. E no caso carioca, a má administração da Federação de Futebol por anos e anos nas mãos do polêmico Sr. Caixa d’Água.
Mas o futebol carioca em termos de campeonatos regionais, pode não ser o mais organizado, nem o mais competitivo. Mas é, sem sombra de dúvida, o mais bonito, o mais charmoso, o que apresenta as maiores emoções, os jogos mais disputados, os craques que mais brilham. É o único campeonato regional que tem jogos realizados em estádios como o Maracanã e o Engenhão. Que tem seus momentos feios de violência, como em qualquer outro lugar também tem, mas é o único que mesmo assim, é abençoado pelo Cristo Redentor. É o único disputado na mais linda cidade do mundo, o Rio que é de janeiro, de fevereiro, de março, de abril... O Rio de todo o ano e de todos os anos.
Por suas histórias, pelo que representaram e ainda representam neste cenário, pelos títulos do Flamengo e do Vasco e, pelo não rebaixamento do Botafogo e do Fluminense, os quatro grandes clubes do futebol carioca estarão presentes na elite do futebol brasileiro em 2010, o que lhes é de direito e de fato, sempre.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

HOJE É O DIA NACIONAL DO SAMBA

O samba como é concebido hoje nasceu no Rio de Janeiro a partir de 1850, no reduto que compreendia as imediações do Morro da Conceição, Pedra do Sal, Praça Mauá, Praça XI, Cidade Nova, Saúde e Zona Portuária, onde foi aglomerou-se uma população de negros e mestiços oriundos de várias partes do Brasil, principalmente da Bahia, bem como de ex-soldados da Guerra de Canudos. Esta concentração foi por eles mesmos denominada “Favela”, termo que até hoje é usado como sinônimo de construções irregulares das classes menos favorecidas, mas que posteriormente ficou mais conhecida como “Pequena África”.
Na casa da baiana Hilária Batista de Almeida ou Tia Ciata, reuniam-se os músicos e compositores para tocar, cantar, dançar e beber. Segundo uma superstição da época, samba que não passasse pela casa de Tia Ciata, não fazia sucesso.
E foi depois de passar por lá que em 1917, foi gravado “Pelo Telefone” sob as assinaturas de Donga e Mauro de Almeida. Este samba-maxixe é considerado como o primeiro samba gravado.
O samba sempre foi conduzido por diversos batuques e em sua trajetória ganhou características próprias em vários estados e abriu-se num imenso leque de variações, entre eles: Samba-de-roda, miudinho, jongo, caxambú, partido alto, samba-de-breque e tantos outros.
Em 1940, a Câmara de Vereadores de Salvador decretou o dia 2 de dezembro como o Dia do Samba, em homenagem à data da primeira visita de Ary Barroso a Salvador. Ary Barroso havia a cerca de um ano antes, lançado “Aquarela do Brasil” que viria a se tornar o samba mais conhecido, executado e regravado fora do país.
A data foi se espalhando pelo Brasil numa grande comemoração até que em 1963, foi instituído o dia 2 de dezembro, como o Dia Nacional do Samba.
Esta data é comemorada em vários locais, mas principalmente em Salvador e no Rio de Janeiro, onde a festa é feita em alto estilo.
Nesta data, todos os sambistas do Brasil deveriam colocar seus instrumentos debaixo do braço e dirigirem-se ao boteco ou bar mais próximo, onde junto com tantos outros que ali já estivessem ou chegariam ainda, fazerem uma grande roda-de-samba de amplitude nacional. Um instrumentaço para lembrar do ritmo que liberava os negros escravos de suas dores e sofrimentos e que até hoje faz a alegria de todo o povo brasileiro.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DEU NO JOHN CUTRIM

O Bumba Ilha não bombou

A feira do livro organizada pela Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func), na Praça Maria Aragão, foi um verdadeiro sucesso de público, reunindo diariamente milhares de pessoas, entre elas o prefeito João Castelo. Já o Bumba Ilha (que não bombou) do governador adjunto Ricardo Murad não conseguiu reunir o número de brincantes esperados na Avenida Litorânea – os grupos de bumba-boi desfilaram praticamente apenas para uma meia dúzia de secretários do governo de “volta ao baralho”. Mais uma prova de que a população ludoviscense não é boba e soube escolher o melhor para si dando um “chute” no superego de Ricardão e da família Sarney. Toma!!!

Foto retirada da internet, sem autoria declarada


Comentário do Contrasensos (por Tainha Maranhão):

Como já escrevemos anteriormente, esta absurda descaracterização das nossas tradições, que estava sendo criticada até pelos próprios auxiliares da governadora transgênica, não podia dar em nada. Se eles não respeitam, pelo menos o povo gosta de ver as suas tradições e uma das poucas possibilidades de participar das nossas ‘brincadeiras’ folclóricas dentro dos nossos costumes. Ou seja, chegar a uma praça, um arraial ou um terreiro e ver gratuitamente as apresentações, sem ter que pagar absurdos por ‘abadás’, arquibancadas e camarotes.
Mesmo depois de ler a nota do John, preocupei-me em passar no site Imirante (leia-se: Ih! Mentira) e ver o que havia lá a respeito, principalmente fotos do evento. É lógico que as manchetes e textos dão conta de um estrondoso sucesso. Mas as fotos, apesar dos truques de luz utilizados para esconder o que não dá pra ser mostrado, o povão participando, são espaços enormes vazios onde só se vê os componentes dos ‘bois’, e o que se vê muito é um monte de fotos de beldades seminuas, totalmente ‘barbieficadas’ que evidentemente não se originam de nenhuma daquelas comunidades que fazem de seus ‘bois’ uma devoção e a eles se dedicam com total abnegação. Nas fotos, se desconsiderar a manchete, não dá pra saber se são do festival de Parintins ou de carnavais de Rio ou São Paulo, tal o nível das fantasias e da exposição das beldades mostradas. Mas uma delas revela o que o povo maranhense já descobriu. Ela mostra a nossa governadora transgênica de microfone na mão cantando ao som do Boi Barrica. Como sempre a moça fazendo das festas populares um motivo para aparecer e se esbaldar. Enquanto o povão fica de fora, chupando dedo e com a barriga vazia.
Mas mesmo com todo empenho e toda a divulgação que cercou mais este malfadado empreendimento, nem o Bumba Ilha bumbou, nem o Bomba Ilha bombou. E como já disse o amigo John Cutrim: Toma!!!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

BUMBA ILHA OU AXÉ-MEU-BOI ???


Eu bem que gostaria de estar neste momento elogiando o “I Salão de Turismo do Maranhão”, até pelo envolvimento de ex-colegas e amigos que tenho na Secretaria de Turismo. Ainda torço para que a programação que será realizada no Multicenter SEBRAE alcance os seus objetivos e consiga dar ao Maranhão uma boa visibilidade em outras plagas.
Mas ontem ao assistir o noticiário local na TV, surpreendeu-me assaz a inventividade das cabeças pensantes deste evento. Entre as exibições artísticas que acontecerão durante o salão, haverá um que já foi oficialmente denominado de Bumba Ilha, ou seja, cinco grupos de bumba-meu-boi e uma Cia. Teatral desfilando em trios elétricos por uma estrutura de micaretas baianas, onde os participantes do evento e outros interessados assistirão a tudo aboletados em arquibancadas e camarotes.
Nada contra as micaretas baianas que são um sucesso por quase todo o Brasil, mas cada um com as suas tradições, ainda mais se for para mostrá-las ao resto do mundo. E bumba-meu-boi desfilando em trio elétrico nunca foi tradição nossa. O advento dos gigantescos caminhões - acho eu - até atrapalhará os músicos e os brincantes em suas maravilhosas evoluções dentro dos limites do veículo. E o que dizer da apresentação do auto do boi? Serão músicos, cantadores, cazumbás, burrinhas, índias, caboclos de fitas e de penas, chapéus imensos, adereços enormes e os próprios bois.
É uma pena que em um evento governamental se cometa tão grave descaracterização da nossa realidade, e preso a só um dos nossos ‘cartões postais’. Muito mais interessante seria espalhar essas atrações pelos diversos espaços abertos que existem na Praia Grande e levar os participantes do salão a um mini-tour, que poderia começar na Praça Valdelino Cécio com uma exibição no local, depois seguir pela Rua do Giz até a pracinha em frente do Bar da Faustina, sendo ali brindados com outra apresentação. Depois descendo até o Canto da Cultura para mais um espetáculo. Dalí, pela Rua Portugal, admirando as fachadas dos prédios de Secretarias como a de Cultura e a de Turismo, a escadaria do beco Catarina Mina, até a Praça dos Catraieiros onde mais um show encantaria a todos. E para finalizar, indo até a Praça Nauro Machado, onde os maiores grupos folclóricos e artistas da terra encerrariam este passeio. Uma forma até de mostrar melhor a nossa arquitetura e a nossa diversidade cultural inserindo no contexto outras manifestações folclóricas maranhenses.
Eu me desculpo com os ex-colegas de secretaria que se empenharam na realização deste salão e até muito gentilmente, me convidaram para participar, mas é difícil entender coisas como esta. Não dá pra deixar passar em branco.
Ou será que o objetivo é brindar os órfãos da malfadada ‘Marafolia’, permitindo-lhes a oportunidade de ‘pipocar’ atrás dos trios elétricos, incentivados pelo ritmo das matracas, dos pandeirões e das zabumbas? Será este um ‘piloto’ para que no ano que vem uma nova lavanderia financeira seja inaugurada e substitua a anterior que sob investigação fechou as portas?
É bom o MP e a PF ficarem de olho. E axé-meu-boi!

sábado, 21 de novembro de 2009

PARABÉNS JORGE GOBEL

Hoje o espaço do Contrasensos, homenageará um amigo que completa 50 anos de vida.
Justa homenagem ao meu amigo Jorge Gobel. Pois Gobel não é um amigo comum, como tantos que a gente encontra pela vida e os chama displicentemente de ‘amigo’. Gobel é um daqueles amigos que passam e se tornam ‘irmãos escolhidos’.
Velho parceiro de muitas rodas de samba e de muitas farras na nossa época de solteiros, éramos como unha e carne. Onde estava um, encontrava-se o outro. Sempre com os instrumentos de samba dentro do carro, aonde chegávamos fazíamos a festa. Aliás, onde estávamos havia uma festa.
As nossas vidas de casados acabaram por naturalmente nos afastar e dar fim a estas estripulias, mas nem isso atingiu a amizade. Até hoje, nossos raros, mas prazerosos encontros são motivos de bons papos, muitas risadas e uma fraternidade inabalável.
Meu amigo Jorge Gobel. Meu irmãozinho Jorge Gobel. Muito Feliz e honrado recebi seu convite para participar das comemorações dos seus 50 anos. E estarei lá para te dar um abraço e te dizer que você merece muito mais que estes 50 anos. Que todos os presentes que vc recebeu durante a vida, de ter vindo de uma bela família, de ter montado a sua maravilhosa família junto com a sua dedicada esposa Mônica, ainda são poucos para um cara especial como você é. Você ainda merece muitas e muitas bênçãos a mais.
Parabéns meu velho e bom companheiro. O aniversário é seu, mas eu que agradeço o presente. Obrigado pela amizade que você sempre me dedicou desde que nos conhecemos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

COBRA ENGOLINDO COBRA


Este ditado popular é muito empregado sempre que assistimos a episódios envolvendo companheiros ou colegas de uma mesma área em disputa por melhor lugar ou maior poder. Mas quando o poeta Augusto dos Anjos escreveu que “quem vive entre feras, sente inevitável a necessidade de também ser fera”, não estava simplesmente poetizando uma situação, mas sim, diagnosticando uma realidade inexpugnável.
Este é o quadro político maranhense, neste momento em que se começa a definir candidaturas e apoios para as eleições majoritárias de 2010. O âmbito do governo estadual mais parece um ninho de cobras prontas para dar o bote. Só na cabeça da ‘governadora transgênica’ Roseana Sarney Murad, pensar que as cobrinhas que ela criou durante toda a vida, não fossem um dia se tornar animais peçonhentos de grande periculosidade para ela mesma e para a sua família. É um caso de crescerem à imagem e semelhança dos que lhes mantiveram vivas. Mas indiferente a tudo isso, Roseana, numa jogada política para tentar garantir a sua permanência no governo em 2010, montou seu secretariado basicamente político, em busca de apoio pela descarada troca de favores. Ou seja, juntou às suas serpentezinhas de estimação, um monte de cobras criadas, sem imaginar que o choque de interesses e vaidades seria inevitável. Aliás, a única coisa que está acontecendo desde que assumiu por imposição do TSE. Nada mais foi feito além do escancaramento dos cofres públicos para o pagamento de diárias e passagens feitas por seu staff em viagens de cunho político. Ela mesma, tem gasto uma nota preta em propagandas de seu governo, no sistema de comunicações da família, numa risível tentativa de melhorar a sua imagem perante a opinião pública e os eleitores. Afinal, ninguém neste governo pode ter mais vaidades que a própria chefa, que sempre a teve exacerbada, sabemos bem disso. Mas nem esta publicidade toda tem servido de bóia-de-salvação para esta barca furada que só faz água enquanto todos os seus ocupantes ficam na base do “salve-se quem puder”. Em tempos de “Viva Isso”, “Viva Aquilo”, o que vemos realmente é “Viva Mentira”, “Viva Falsidade”, “Viva Hipocrisia” e “Viva Farra Com Dinheiro Público”. E o pior para ela, é que agora é tarde demais para mudanças. Só quando as desincompatibilizações começarem é que a governadora poderá contar com novos colaboradores, que por suas vezes, não terão tempo de fazer quase nada, se é que tentarão fazer alguma coisa.
Em suma, resta-nos assistir a mais este triste e antropofágico (afinal, ‘cobra’ é figurativo, nem elas merecem) espetáculo da política maranhense. Mas resta-nos o consolo de saber que as cobras estão se engolindo e ninguém pode prever o que sobrará disso tudo.
É governadora, se a senhora tivesse lido Augusto dos Anjos, ou se leu, tivesse dado a devida atenção, saberia que as suas crias, pela própria convivência, também se tornariam feras da pior espécie e tão peçonhentas quanto.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

CARTA ABERTA A LUIZ CARLOS D'AVILA


Queridíssimo primo Luiz Carlos


Retirei o meu luto. O luto virtual. O do coração ainda vai demorar muito tempo para acomodar-se. Só acomodar-se.
O tempo agora é o de recolher as lágrimas. Elas ainda muito lavarâo o meu rosto, mas com menor frequência. Agora é tempo de não deixar que lágrimas impeçam os meus olhos de verem a realidade. E a realidade não é de tristeza.
Passaram-se os tempos de semear, germinar, florir e de dar frutos. Agora é a hora da colheita.
Acabou o tempo de espera. É hora de reagir, de agir, tempo de ações. Como disse o Vandré: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.
Não é mais o momento para ficar me lamentando. Agora é o momento de elevar o espírito e, acima da minha humana insignificância, agradecer. E agradecer muito. Pois no fundo, eu me sinto um privilegiado. Um privilegiado por ter te conhecido. E não bastasse isso, Papai Do Céu, ainda me presenteou colocando-nos na mesma família, parentes, primos em primeiro grau, irmãos...
Apesar da precoce separação e de termos ficado tantos anos reféns de uma cruel distância, através das nossas mães nos acompanhamos e mantivemos sempre, em reciprocidade, uma cumplicidade ímpar, um carinho imenso, um respeito inquestionável e uma amizade acima de qualquer suspeita. Lembra das vezes que juntos estivemos? A alegria, a ternura, o debate e os deliciosos e intermináveis papos estavam presentes também. Muito aprendi contigo e tenho certeza que algumas coisas também te ensinei. Pois você, na sua sagacidade e competência poético-jonalisticas, era o mestre e eu o pupilo ousado.
Por isso eu sou um privilegiado e vou sempre agradecer aos céus. Por isso o tempo agora é de reagir e fazer acontecer. O tempo é de continuar a colher os frutos que você deixou para saciar as minhas sedes de conhecimento e cultura. E eu sei que ainda são muitos a colher e tantos outros de futuras safras que com certeza ainda virão. Não é mais tempo de ficar chorando e não ver o bonde da história passar ou perdê-lo sentado em algum banco de alguma dessas estações da vida.
Meu primo, meu irmão, nós já chegamos a ficar 20 anos sem nos vermos e agora, nem sei quanto tempo será, mas nós sabemos que o nosso próximo encontro já está marcado. Então, até lá e um beijo no teu coração.


Tainha Maranhão - (Novembro/2009)

sábado, 7 de novembro de 2009

HOMENAGENS A LUIZ CARLOS D'AVILA

Os depoímentos a seguir, resumidos mas sem nenhuma distorção, fazem parte da lista de discussões do portal PQN (Pão de Queijo Notícias), edição n° 1316, e me foram repassadas por Miriam Gontijo de Moraes, a quem dedico um especial agradecimento.
Ainda muito consternado com tão grande perda, fico ao mesmo tempo orgulhoso de saber que meu primo goza de tanto carinho, respeito e admiração dos colegas de profissão. Também não poderia ser diferente.
Em tudo a que se dedicou em vida, ele foi um mestre.

Poxa amigo, que Deus continue te iluminando e que você faça o mesmo por nós onde quer que você esteja! Obrigado pelo carinho, pela força, pelos toques e conselhos. Cara, você foi demais nessa vida!!! (Robhson Abreu – PQN)

Uma pessoa boa, correta, cheia de ideais e defensor da justiça, da verdade e da correção. SEI QUE ESTÁ COM DEUS. (Denise Ticle - TV Record)

O LCD era tão diferente que até na hora da morte ele conseguiu “poetizar" a vida. (Elisandra Amâncio - Portal Lagoinha.com)

Quero é sugerir que reúna o que de melhor LCD e seus contendores escreveram nesses anos de PQN e publique um livro de "cartas" à altura do nosso grande colega. (Evaldo Magalhães)

Depois de tudo, sem palavras. À família do LCD a paz e a força nesse momento. (Luciana Sabino - Rádio Alvorada - 94,9 fm)

Sinto pela perda de um "mestre" da Comunicação. Foi-se o corpo, mas ele continuará vivo entre nós, através do legado de sua obra. (Ruth Miranda - Rádio Ojá)

Jornalista e poeta que sempre inflamou o PQN. Triste para todos nós. Triste a perda de alguém que é exemplo. O céu está mais estrelado desde então. (Mariana Lara - Assessora de Imprensa do dep. Leonardo Quintão - PMDB-MG)

Luiz Carlos foi um bom amigo de prosa e de...verso também. Eu acompanhei muito as suas mensagens (quase sempre irreverentes e brilhantes pelo PQN). Ele agora, certamente, está bem mais perto de nossos corações. (Vera Lima – Eficaz)

Eu quero propor que o Prêmio de Melhor Matéria da Revista PQN tenha o nome do Luiz Carlos D'Ávila, ou simplesmente LCD, como ele assinava aqui. (Luciana Sampaio - Jornal Diário do Comércio e Revista Supere)

Não o conheci pessoalmente, mas conheci um tanto bom de sua verve, sua alma, sua palma (e suas palmadas na face fria do poder e dos descrentes da democracia). Deixou-nos um legado de opiniões que ainda servirão de base pra muita discussão e pano pra manga - ainda bem! Esperto, tratou de se manter imortal, pra não deixar de ser, (jamais!) polêmico. (Jorn. Lidiana Braziolli)

Ele fez o que podia e o que a metade de nós não tem coragem de fazer: manter belos ideais. (Thaís Pacheco)

A saída de cena do LCD significa mais uma perda do bom e velho jornalismo. O jornalismo romântico, no bom sentido, movido pela paixãopela profissão, por um gosto especial pelo debate, algo que anda meiofora de moda, em tempo de twitters e MSNs da vida. LCD era representante de uma época em que o jornalismo era feito com amor, com tesão, com inquietude, com consciência política e social. (Cássio Arreguy)

Sempre nos lembraremos dele, de sua irreverência textual e de suas polêmicas e provocadoras teorias do contestamento. Ele foi transferido disseram, para a sucursal celestial. Mas, sempre haverá espaço neste nosso reduto, para homenageá-lo pela sua grande contribuição ao jornalismo mineiro. Aprendi a admirá-lo e a respeitá-lo pela experiência e sabedoria demonstradas. (João Villalba)

Realmente o PQN está triste, sem as discussões do LCD, que foi embora tão cedo. Quero deixar aqui ao PQN e à família dele os meus sentimentos. Que Deus os conforte. (Angela Guieiro)

Eu sou da turma que não conhecia LCD e se colocarem uma foto dele juro que não saberia quem é. Mas se colocarem uma linha, aí sim eu creio que reconheceria! Que a família e os amigos fiquem em paz nesse momento. Porque eu sei que o céu uma hora dessa está é PEGANDO FOGO! (Gracielle Marques - Do interiorrrrr de Minas)

Então, pra mim, chega de pautas (ufa) e de tanto carro e sirene em BH. Tô livre. (Luiz Carlos d’Avila, o LCD)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O CONTRASENSOS ESTÁ DE LUTO

Luiz Carlos d'Avila Corrêa, clique aqui e saiba mais...